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Dicas
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Qui, 04 de Março de 2010 |
Estou preocupado com um fenômeno que está atingindo cada vez mais as pessoas: a preguiça em ler um documento do início ao fim. Ninguém mais quer se dar ao trabalho de ler e interpretar um texto, por menor que seja. Parece que é mais fácil ligar para a pessoa que o enviou e pedir que esta lhe faça um resumo.
Isto está ocorrendo em todos os níveis. Algumas pessoas alegam não ter tempo para ler e deixam para depois, principalmente quando o texto possui mais de uma página, caindo assim no esquecimento. Outras dizem simplesmente que não entenderam o primeiro parágrafo e param por ali mesmo. É impressionante!
Têm aqueles que lêem somente o primeiro parágrafo e já saem "distribuindo" a notícia da forma como entenderam, surgindo aí os famosos "telefones sem fio" com a mensagem totalmente distorcida.
Falando especificamente da área contábil, até que tentamos resumir as informações enviadas aos clientes, mas na maioria das vezes é quase impossível, principalmente quando se trata de procedimentos fiscais e administrativos. Conversando com outros colegas do ramo, vejo que a maioria tem a mesma dificuldade em lidar com esta situação.
Minha preocupação não se restringe somente à comunicação escrita, mas também à comunicação verbal. Sinto que muitas pessoas não conseguem se concentrar em ouvir uma mensagem completa. Você inicia uma conversa e o seu "ouvinte" parece estar em outra dimensão, balançando a cabeça e fazendo de conta que está entendendo a mensagem, mas na realidade, está angustiado à espera de uma brecha para falar de outro assunto de seu interesse, ou simplesmente querendo fugir o mais rápido possível.
Como se não bastasse tudo isso, ainda temos que conviver com a rotatividade dos funcionários que trabalham na área administrativa de nossos clientes, justamente aqueles que já estavam familiarizados com as rotinas e procedimentos contábeis e que deverão passar por um novo processo de treinamento, pois na maioria dos casos não possuem qualificação plena nesta área.
Tudo isso leva a conclusão de que a maioria dos problemas é gerada simplesmente por falhas de comunicação. "Ah, eu entendi assim", "Achei que era desta forma", "Por que você não me avisou que haveria multa", etc. Por mais que você se esforce em manter os comunicados importantes devidamente protocolados, sempre haverá um atrito quando ocorrer algum problema relacionado a algum fato importante que ao olhar do cliente "não foi devidamente esclarecido".
Então, quando temos uma informação importante a repassar ao nosso cliente, somos forçados a fazê-la de varias maneiras diferentes e criativas, a fim de ter certeza de que o objetivo foi alcançado. Ou seja, não basta você enviar um e-mail com informações importantes, você tem que ligar para o cliente e conversar sobre o assunto. Se não resolver por telefone, marcar uma reunião para sanar todas as dúvidas.
Da mesma forma deve ser feito com a equipe responsável pelos procedimentos. Não deixe que mal entendidos interfiram na relação de sua empresa com os clientes, pois mesmo que você tenha razão, numa discussão com o cliente, você sempre será o maior perdedor. "Sessenta por cento de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação." (Peter Drucker). Autor: Isaac Rincaweski
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Fiscais
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Qua, 03 de Março de 2010 |
As principais mudanças na declaração do Imposto de renda em 2010 são relacionadas a quem é obrigado a declarar. As novidades são para os sócios de empresas ou donos de Bens e devem fazer com que caia neste ano o total de declarações prestadas.
A partir deste ano, não será mais obrigatório à pessoa física sócia de empresa apresentar declaração de IR. Esse tipo de contribuinte só terá que apresentar declaração se cair em um dos outros quesitos de obrigatoriedade. Outra mudança relevante será o aumento do limite de isenção de bens. Até o ano passado, teria que entregar declaração o contribuinte que tivesse Bens em valores acima de R$ 80 mil. A partir deste ano, o valor se elevará para R$ 300 mil.
Além disso, a Receita Federal passa a utilizar neste ano mais duas novas alíquotas do imposto, totalizando cinco faixas: 0% (até R$ 17.215,08), 7,5% (de R$ 17.215,09 até R$ 25.800,00), 15% (de R$ 25.800,01 até R$ 34.400,40), 22,5% (de R$ 34.400,41 até R$ 42.984,00) e 27,5% (a partir de R$ 42.984,00). A entrega da declaração é obrigatória para o contribuinte residente no Brasil que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 no ano passado ou que se encaixe em outros parâmetros, como ter recebido rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 40.000 em 2009 ou ter obtido, em qualquer mês, ganho de Capital na Alienação de Bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto.
Obrigatoriedade Dentre as mudanças anunciadas pela Receita para este ano, está: não obrigatoriedade ao contribuinte sócio de empresa apresentar declaração de Imposto de Renda. Só terão que apresentar a declaração aqueles que caírem em uma das outras regras, como por exemplo ter tido rendimentos tributáveis acima de R$ 17.215,08. Fica obrigado a apresentar a declaração quem tem Bens com valor acima de R$ 300 mil. Até o ano passado, tinha que entregar declaração o contribuinte que tivesse Bens em valores acima de R$ 80 mil. O programa automaticamente obrigará o contribuinte a informar se as despesas a serem declaradas são dele ou de algum dependente.
Já o limite de dedução por cada dependente será de R$ 1.730,40. O limite de dedução de despesas com educação passa para R$ 2.708,94. A correção adotada de um ano para outro foi de 4,5%. (FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE) |
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Recursos Humanos
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Qua, 03 de Março de 2010 |
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6273/09, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que reduz em duas horas a carga horária diária de trabalho da mulher grávida, a partir do sétimo mês de gestação. Se aprovada, a medida será incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), na parte que trata da proteção à maternidade. Jovair Arantes afirma que o projeto significa um investimento social de longo alcance, beneficiando a mulher e o bebê. A mulher, diz, terá melhores condições de trabalho nas últimas semanas e poderá aproveitar o tempo livre para se programar para a chegada da criança.
"Nas últimas 16 semanas de gravidez, as gestantes costumam ter ganho importante de peso, quando o feto dobra de tamanho e elas carregam uma barriga de pelo menos 5 quilos, incluindo a placenta. É inquestionável o sacrifício físico a que elas se vêem submetidas", observa o deputado. Mudança no comportamento A medida, diz ainda Arantes, junta-se a outras que também beneficiam a maternidade, como a ampliação da licença de quatro para seis meses, mediante incentivo fiscal às empresas (Lei 11.770/08), e a extensão do direito à licença e ao salário-maternidade à mãe adotiva (Lei 10.421/02). "Temos verificado uma mudança no comportamento da sociedade brasileira em relação às gestantes. Se antes os benefícios concedidos podiam ser vistos como 'mordomias', hoje as pessoas já os vêem como direitos importantes para preservar a integridade do feto", afirma o parlamentar.
Tramitação O projeto tramita em conjunto com os PLs 3610/08 e 4653/94 e outras 25 propostas que tratam de jornada de trabalho. Os textos serão analisados de forma conclusiva pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (FONTE: AGÊNCIA CÂMARA) |
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Recursos Humanos
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Qua, 03 de Março de 2010 |
As centrais sindicais vão aproveitar o clima eleitoral para pressionar o Congresso a aprovar no primeiro semestre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. "Se for à votação este ano, a proposta será aprovada", afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. "Temos de aproveitar o momento e tentar incluir o tema prioritário para votação ainda no primeiro semestre."
A mesma certeza tem o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. "Na votação, ficará claro quem é o parlamentar que defende o trabalhador. E isso conta bastante, porque daqui a alguns meses os parlamentares serão julgados nas urnas." Os sindicalistas atuam em duas frentes na batalha pela redução da jornada. Ao mesmo tempo em que pressionam os parlamentares, buscam abrir negociações com empresas e setores de atividade, tendo como instrumento de pressão a ameaça de greves.
A proposta de redução da jornada incendiou as discussões tanto entre empresários e centrais sindicais quanto entre os seus representantes no Congresso. O presidente da CUT argumenta que a última vez que houve redução de jornada no País, de 48 para 44 horas, foi na Constituinte de 1988. Ele frisa que de lá para cá a produtividade do trabalho na indústria de transformação saltou 84%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Esses ganhos não foram repassados aos trabalhadores. Os aumentos reais de salários conquistados nas negociações dos últimos sete anos são importantes, mas não chegam aos pés do aumento da produtividade", diz Artur Henrique.
Um dos principais argumentos dos sindicalistas na defesa da redução da jornada para 40 horas é que a medida teria potencial para gerar mais de 2,5 milhões de postos de trabalho. Além disso, o fim das horas extras poderia gerar mais 1 milhão de postos de trabalho.
"É um discurso eleitoreiro e oportunista, já que em todos os países onde a jornada foi reduzida por lei ou negociação ninguém conseguiu provar que ela resultou em aumento do emprego", afirma o professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo Hélio Zylberstajn. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), afirma: "A proposta é demagógica, porque não gera empregos como as centrais anunciam".
Segundo Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para as grandes empresas, que já têm jornadas iguais ou inferiores a 40 horas, a redução não traria efeito. "Já para as micro e pequenas empresas, a medida seria inviável, trazendo o Risco de desemprego, como aconteceu na França." Marlin Kohlrausch, presidente da fabricante de calçados Bibi, é "radicalmente contra" a carga de trabalho menor. "Isso não vai criar empregos. As empresas vão exigir mais dos mesmos empregados para manter a produtividade sem gastar mais para isso", alerta.
Para o varejo, a jornada menor pode trazer prejuízos aos negócios e aos trabalhadores. "O impacto é muito grande. Tenho cerca de 11 mil funcionários, e 7 mil deles são vendedores que dependem das comissões sobre vendas. Com a jornada menor, os ganhos vão cair", diz Ricardo Nunes, presidente da Ricardo Eletro, com sede em Belo Horizonte. Segundo o empresário, hoje, com 44 horas semanais, já há problemas. "Já trabalhamos no limite, abrindo mais tarde as lojas e fechando mais cedo. Nem sei o que aconteceria se a redução da jornada fosse aprovada. (FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO)
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